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Momentos

“Avaliação deve ser termômetro”

Escrito por Mariana Reis - publicado no Jornal do Tocantins.

“Avaliar é medir a qualidade da realidade”. Assim o professor doutor Cipriano Luckesi, que ministrou conferência, ontem, no 7º Congresso Pensar, iniciou sua fala sobre Avaliação e qualidade na aprendizagem: ver, julgar e agir. Segundo o professor, os métodos praticados no Brasil para mensurar a aprendizagem dos alunos ainda são excludentes e a alteração desses padrões demanda a mudança de postura por parte dos educadores o que, para ele, não é uma tarefa fácil.

Para Luckesi hoje, no Brasil, não se pratica avaliação. “Praticamos exame, que é um processo classificatório, seletivo e excludente, porque alguns entram e outros ficam de fora. Esta prática do exame entrou na escola no século XVI e até o início do século XX era o único modelo vigente”, explicou. Segundo o especialista, o marco para o início de uma mudança de paradigmas ocorreu em 1930, quando o americano Ralph Tyler adotou o modelo de avaliação.

Para Luckesi, métodos praticados são excludentes (foto: Elias Oliveira)

AVALIAÇÃO

Conforme o professor, a avaliação deve ser um termômetro da ação do educador. “Funciona da seguinte forma: o professor ensina, verifica se o aluno aprendeu e, se não aprendeu, ensina de novo”, disse, acrescentando que, no Brasil esta discussão começou nos anos 70, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

“Nossa qualidade do ensino é muito frágil. A escola e o professor não cumprem o que prometem, que é fazer o aluno aprender”, pontuou. Para ele, os desafios são históricos, sociais e psicológicos. “A educação brasileira aplica exames da mesma forma há 500 anos, e é difícil mudar, porque existe este peso histórico. No âmbito social, o professor vai sair de um modelo excludente para um modelo democrático e, no aspecto psicológico, ele tem que evitar a tendência a repetir o que foi feito com ele, que é examinar”, frisou.

DESAFIO

Para o professor de Educação Física da Escola Municipal Antônio Gonçalves, de Palmas Mileno Elias, mudar o padrão de avaliação nas escolas brasileiras é um dilema. “As gestões ficam muito preocupadas com índices, e se esquecem de verificar se o aluno aprendeu ou não. O desafio é grande, porque o professor precisa não apenas de fundamentação teórica, mas de apoio das instituições”, disse.

Segundo o também educador físico Ernesto Flávio Pereira, da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e do Colégio Estadual de Alvorada, há também as dificuldades em adaptar a avaliação aos diferentes níveis e disciplinas. “Muitas vezes os professores trabalham com ensino fundamental, médio e superior, e precisam saber como avaliar em cada caso. Além disso, há as particularidades de cada disciplina”, destacou.

Direito de aprender em debate hoje

Escrito por Val Rodrigues - publicado no Jornal do Tocantins.

Educação e Direito de Aprender é o tema da última conferência do 7º Congresso Pensar. A conferência será realizada hoje, das 10 às 12 horas, com o professor, mestre e doutor em Filosofia e Educação César Nunes, de São Paulo. Escritor e pesquisador, Nunes é professor titular de Filosofia e Educação, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na qual lidera também o grupo de estudos Paideia. É um dos mais renomados palestrantes e conferencistas em Educação no País.

destaques para as possibilidades de uma nova década de educação (foto: divulgação)No tempo médio de duas horas, César Nunes apresentará o que considera as marcas da escola e da sociedade tradicional e os contornos e silhuetas da escola centrada no direito à aprendizagem. “Teremos reflexões, histórias de vida, exemplos, citações de grandes autores. Convidamos a todos os educadores, pais e interessados nessa mesa de esperanças e de compromissos com a educação”, adiantou o conferencista em entrevista ao Jornal do Tocantins.

Nunes ressaltou ainda que buscará destacar, na sua palestra, as possibilidades de uma nova década de educação e de formação para a cidadania. Os parâmetros serão o Plano Nacional de Educação (PNE) e as novas coordenadas da educação básica no Brasil. Ele ressalta que educar para a humanização e para o direito de aprender e para a cidadania são as indicações dessas novas diretrizes curriculares brasileiras. “Trata-se de um novo marco inspirador da educação e da escola. Cidadania é definida aqui como um sentimento de pertencimento, um conceito de vinculação, uma forma de reconhecimento de estar ligado a um universo maior que si mesmo”.

CIDADANIA

O conferencista reforça ainda que o princípio de construção da cidadania é o conceito de pertencimento a um universo espiritual, ético e político, que condiciona as escolhas e o agir. “Cidadão é aquele que age segundo princípios morais, éticos e políticos, estéticos e culturais elevados”, diz ele ao reforçar que a condição humana é aprendida e transmitida pelos pais e pela escola, pela sociedade e pela cultura.

O conferencista fará ainda uma análise dos elementos da representação de desumanização na sociedade atual, a crise de valores e a alienação da identidade da escola. Além disso, apresentará prospectivas para uma educação e uma escola emancipatória. “Que produza nova consciência social e política, uma cultura de participação e gestão democrática, uma reorganização do espaço pedagógico em vista da humanização”, acrescentou ele.

Nunes reforça que a educação para o direito à aprendizagem consiste em apresentar os projetos de sociedade, de cultura e de escola baseados na garantia da educação e escola como dádiva, como herança social, como civilização humana. “Mas também na cultura da tolerância, no cultivo da diversidade, na proposição de solidariedade e de isonomia, na promoção dos novos direitos sociais e de novos consequentes deveres sociais”, enumera ele entre outros aspectos.

Neste aspecto, o conferencista considera que a escola tem que ter relações orgânicas com a família e a própria sociedade. “Não pode a família terceirizar para a escola a formação moral, ética e social de seus filhos”, diz ele, ao r reforçar que à escola cabe formar os conhecimentos, as condutas, as posturas, solidificar os valores, acentuar e legitimar as práticas de solidariedade, de responsabilidade, de sustentabilidade, mas o lugar do nascimento e reforço dessas práticas é a família.

Perfil

César Nunes é professor titular de Filosofia e Educação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pela qual é mestre, doutor e livre-docente em Filosofia e Educação e lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas Paideia. É licenciado em Filosofia, História e Pedagogia. Foi professor da Educação Básica e coordenador pedagógico em escolas da Educação Fundamental e Média. Orientou 43 dissertações de mestrado e 23 teses de doutorado. Pesquisa a questão da formação de professores no Brasil, as relações entre Ética e Educação, a articulação entre Educação Afetiva e Ética Sexual. Escreveu 31 livros sobre Ética, Filosofia, Educação e Sexualidade, além de dezenas de artigos científicos em revistas especializadas. É um dos mais destacados palestrantes e conferencistas em Educação no País.

Aprendendo a empreender na escola

Escrito por Mariana Reis - publicado no Jornal do Tocantins.

Gabriel Perissé propõe a adoção de uma atitude inovadora para professores - (foto: divulgação)Aprender a empreender. Esta é, segundo o professor Gabriel Perissé, a principal proposta da conferência Educação e Empreendedorismo, que ele ministra hoje, a partir das 8 horas, na quadra do Centro de Atividades do Serviço Social do Comércio (Sesc), no 7º Congresso Pensar. Trazido ao Tocantins pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para participar do evento, o educador acredita que uma das principais funções da escola e do professor não é ensinar, e sim apreender.

“Se o professor e a escola aprendem, eles praticam o apreendedorismo, que são atitudes inovadoras, que suscitam no aluno e na comunidade em que a escola está inserida, uma empolgação pelas soluções”, frisa Perissé. Segundo ele, tal comportamento permite que os indivíduos criem possibilidades de dar conta dos problemas com os quais estão envolvidos no seu dia a dia, para além da vida escolar.

MODELO

Para o professor, a escola e o professor devem ser modelos e agentes do empreendedorismo. “É preciso saber apreender e, principalmente, se desprender das soluções antigas e empreender novos caminhos”, destaca, ressaltando que, a partir deste tipo de pensamento, a educação deixa de ser um lugar de repetição, cobrança e obrigatoriedade, para ser um lugar prazeroso. “A mudança de postura faz com que professor e aluno tenham esperança, vontade de descobrir e fazer coisas novas”, ressalta.

Conforme Perissé, também serão abordadas questões mais concretas do dia a dia da sala de aula, como a prática pedagógica e a avaliação. “Temos que rever nossas atitudes mais essenciais, e de que forma elas podem ser inovadoras e atrativas para nós e para nossos alunos, para fugirmos do lugar-comum”, diz.

EMPREENDEDORISMO

Para o educador, o empreendedorismo não é um comportamento tão difícil quanto se parece. “A posição empreendedora do professor nasce de uma postura de humildade, de reconhecer que não sabemos de tudo, não somos instrutores, e sim, formadores”, pondera, acrescentando que o educador contemporâneo precisa rever sua formação.

Por isso, segundo Perissé, é tão importante participar de momentos de formação, como o 7º Congresso Pensar. “Este momento de encontro, troca de ideias, é muito importante para esta revisão da formação docente. Nestes lugares o professor pode avaliar o que ainda é preciso fazer, que leitura do mundo e que comportamento deve adotar para ser, de fato, um formador”, frisa.

Articulação de saberes

Escrito por Mariana Reis - publicado no Jornal do Tocantins.

Para que o 7o Congresso Pensar pudesse oferecer a seus participantes temas atuais, relacionados ao dia a dia em sala de aula e que contribuísse, de forma efetiva, para o desenvolvimento pessoal e profissional dos educadores do Estado, foi preciso muito trabalho, antes mesmo do início do evento.

Meses antes do congresso, mais de 20 educadores se reuniram e debateram, em conjunto, os temas das palestras, conferências e minicursos que seriam ofertados.

Para a coordenadora nacional da Universidade da Maturidade (UMA), Neila Barbosa Osório, a troca de experiências entre os diversos segmentos da educação é essencial. “Vivemos em um mundo tão fragmentado que a própria educação começa a se desencontrar. Este tipo de projeto é importante, pois faz com que os saberes sejam construídos em rede, o que é ideal à nossa contemporaneidade”, frisou.

Já a professora Nelma Matias, da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc), ressaltou que a escolha coletiva do tema favoreceu ao participante, pois proporcionou acesso a temas de interesse e relevância prática.

Artesanato em exposição

Escrito por Jornal do Tocantins.

Idosas do Grupo Vida Ativa do Sesc realizaram exposição de artesanato durante o Pensar. Eram peças decorativas e de vestuário, confeccionadas em materiais reciclados, tecidos e papéis diversos.

Artesanato em exposição (foto: Lia Mara)